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A outra face

O viço da juventude tem um ar tão pueril que nem o mais habilidoso pintor poderia retratar. Expressa a alma do jovem  seus lábios rosados, suas peles lisas – com ou em espinhas – suas áureas cheias de vigor e com vontade de conhecer todo o mundo.

Passo os dias admirando a beleza da juventude que percebo o tempo estar levando de mim. Em troca, ele me devolve alguns inícios de rugas e expressões faciais que já não denotam fragilidade ou singeleza mas a apresenta traços fortes de quem já absorveu dos dias a incrível a maturidade.

E não me fale de Renew, Chronos e afins… Os milagres da indústria cosmética – a qual já sou adepta – retardam a aparência daquilo que os outros vêem mas não o que seus olhos enxergam.

No patamar dos meus 25 anos, com o vigor de quem ainda ama correr, nadar e descobrir o mundo, percebo traços, trejeitos e manias que mudaram parte do que via no passado. Lá no fundo ainda vive aquela menina que sonhava em ser jornalista, escrever para o mundo suas crônicas e poesias. Vive sim em meio a sentimentos de alegria, tristeza, angústia que pioram quando os anos passam. E a gente nunca acredita quando se é adolescente.

Mas não falo tudo isso como quem simplesmente esteja lamentado o fato da idade avançar. Confesso meu medo de chegar aos trinta. Bem como meu medo de viajar de avião. Mas são temores superáveis. Ao menos o da idade.

Apenas admiro essa beleza. Um beleza jovem, descuidada às vezes mas linda em sua simplicidade. Uma beleza que a gente só percebe a importância quando vários revéillons passaram.

por aqui…

Já é carnaval. E, como se não fosse, um sentimento de nostalgia me invade. Como se as horas fossem momentos quase infinitos, que demorassem a passar quando a gente mais precisa que elas voem. Como se o mundo conspirasse contra.

 

O Brasil inteiro pula carnaval. Ou pelo menos 95% de todos nós. E eu, cá estou, revirando lembranças velhas, vendo fotos de quem se diverte na rua. Passo estes momentos – e provavelmente passarei até a quarta-feira de cinzas – lembrando apenas do passado.

 

E se por um lado as pessoas estão indo para Caicó pensando exclusivamente em folia, eu cá estou pensando apenas na minha mãe e  no meu pai e numa vontade imensa de ter colo. As lembranças também surgiriam lá já que é a única coisa que sobra quando seu marido não quer saber de modo algum de folia.

 

Porque folia tem em todo lugar. E chega um momento da vida em que você pede uma dose maior de sossego com pitadas de festa. Estou assim… E quando as pitadas de festas deveriam surgir, eis que tudo acaba apenas em fumaça.

 

Sim, o mundo parou com o carnaval. Estou aqui sem ninguém para conversar, sem sono… E parece que quem não brinca não é lembrado. Parece não, a máxima é verdadeira.

 

Vou continuando… Felizmente trabalho dias santos e feriados e isso toma um pouco o meu tempo ocioso de folia. Mas mesmo assim a tristeza insiste em chegar. Porque ela não dispensa carnaval nem datas afins. E está me invadindo como nunca.

 

Por certo entrarei madrugada adentro como em outros carnavais. O problema desse é que meus amigos já não voltam para casa à meia noite. Então vou por ali vê se encontro um vídeo ou se pesquiso novas histórias. Quem sabe eu precise me reinventar para pode novamente viver?

Sensação ou nostalgia?

As ruas da Cidade Alta estão vazias. Ou ao menos parecem. São 19h30 e o movimento que a torna agitada já passou. Uma senhora vende frutas em frente a loja fechada. Outra vende espetinhos. “Tantas contas para pagar…” suspira ela.

Mas poucas pessoas ainda permanecem na rua. Uma delas, uma moça alta, morena, com pouco menos de uma blusa e um short minúsculo, vaga incerta por uma calçada. Para, olha para os lados, olha para algum infinito que não vemos. Anda mais uns passos e por fim encontra um conhecido. Bebe cachaça no gargalo da garrafa. Depois desaparece entre os becos da cidade que guardam histórias de poetas de outrora.

Mais meia hora depois e parece que o pouco de agitação que ainda sobrava foi-se. Nem vendedores, nem vigias, nem moças perdidas no espaço. Só velhos papéis sendo levados pelo vento. E a noite e o vento são os grandes protagonistas do lugar. O último gari recolhe as folhas para ir embora para casa…

As casas históricas que ainda resistem ao tempo e possuem moradores, fecham as portas. Lugares assim não parecem muito confiáveis depois que todos vão embora.

Recordo com isso uma foto da antiga Cidade Alta, nos tempos áureos dos cinemas e do Grande Ponto. Quando a Deodoro da Fonseca e a Princesa Isabel eram tomadas de casas, com moças e rapazes ansiosos pelos lançamentos do cinema. Ou mesmo senhoras e senhores sentados nas calçadas tomando o sereno da noite.

Por um momento a cidade toma fôlego e parece voltar. Depois ela apenas silencia, o que resta quando as portas se fecham e apenas o vento noturno canta ode a sua estada. Um sentimento de tristeza ou apenas uma sensação de nostalgia?

Se ele falasse…

Tenho escrito pouco e isso não deveria acontecer. Tenho tantas ideias, penso em tantas coisas boas. Mas de uma hora para outra, pareço perder tudo e fico apenas vendo a banda passar.

Fico aqui, parada,quieta, esperando o momento certo para dizer a coisa certa. Mas tenho medo de magoar. E as pessoas não temem o mesmo comigo.

Bateu hoje uma vontade de chorar. Uma coisa ruim, uma dor que não dói mas mesmo assim machuca… Penso no sofrimento dos grandes poetas que resultaram em obras lindas. Vai que essa dor serve para alguma coisa. Ou não… Vai que ela passa e um dia volte com a mesma intensidade de agora.

E um monte de sentimentos começam a surgir com toda essa melancolia. Saudade. Carinho. Amor. Decepção.Raiva e, até mesmo desamor. Por que todo coração que sofre também sente, lá no fundo, alguma mágoa.

E se o meu coração pudesse ele diria apenas que dói. Dói tanto que até prende a vontade de gritar, se é que isso pode parecer possível. Poucas lágrimas descem mesmo que muitas quisessem mesmo era rolarem a noite afora.

Então, vou esperar o sono chegar – o que será difícil pois acabei de beber coca-cola. Enquanto isso, vou me entretendo com o pouco que ainda posso. E vou tentar desviar meu pensamento olhando para Duda e vendo como pode ser tão feliz até dormindo.

Não irei acordá-la mas se pudesse eu o faria. Abraço de Duda cura qualquer coisa. E ela sempre diz “Mamãe vai dar tudo certo”.

Espero que sim.

Como crescem rápido.

Seus olhos são espelhos dágua

Seus olhos são espelhos dágua

Impressionante a velocidade como o tempo passa e todos os movimentos da natureza e tudo aquilo que a gente pensa que não cresce, que não amadurece, torna-se maior.

O tempo passa e as sementes plantadas, ora pequenos grãos, germinam e se tornam brotos, caules, galhos, folhas e frutos. Lindas e frondosas, crescem e viram árvores majestosas para nossa admiração e deleite. Mas às vezes, o processo de crescimento é lento e demorado.

Vai aos poucos… As mudanças acontecem devagar e, quando a gente percebe, já estão grandes e perfeitamente cientes de nossa realidade. Falo de árvores mas elas parecem conosco. Ou pelo menos comigo. Fiquei vendo Duda hoje como uma mãe zelosa e que ama sua filhote.

 

Fiquei olhando como quem não vê alguém há algum tempo e percebe as mudanças que aconteceram. Seus cachos estão maiores, seu corpinho menos rechonchudo. Suas bochechas ainda estão fofinhas, mas começam a ficar menores. Lembro do seu primeiro dia de aula… Ela era tão pequena e tão incerta do que ia encontrar.

Tempos depois ela já estava entrosada, como quem tem amigos há muitos anos. Suas roupas estão ficando pequenas… Ela faz perguntas que nem sempre sei responder. Mas me acorda cada dia com o melhor beijo do mundo e um “eu te amo” de encher os olhos de lágrimas. De alegria. Anda mais carinhosa, falando que sou sua “apaixonante” e que não quer ficar longe de mim.

E com a idade ela também adquiriu um pouco de desobediência e gostos. Anda adorando passas. Anda perguntando porque não fiz feijão e, quando faço, ela não come. Quer virar adepta do frango frito e batata mas já disse que aqui não tem essa onda porque fritura demais engorda e dá diabetes.Rs

Fiquei olhando ela hoje e vi como cresceu. Como era uma sementinha e já consegue ficar em pé sozinha, correr, pular – menos como o saci pererê – escrever, contar e ordenar as coisas. Como entende de computador, de maquinas fotográficas, de bichos e de várias coisas que a gente demorou aprender.

Dia desses me disseram “ você mãe hein? Nunca pensei”. Na verdade, não levavam em consideração que eu pudesse conciliar. Mas consegui. Levo, às vezes sem muita maleabilidade, mas procuro sempre fazer o melhor.

Ela foi meu melhor presente de vida. Meu pequeno bibelô que cuido como se fosse uma boneca de porcelana. Por quem zelo e por quem meu coração sempre, sempre bate muito forte.

De frente para o mar

O mar de Ponta Negra exalava um cheiro de vida esta manhã. Digo esta manhã porque poucas vezes chego perto dele antes das 7 horas. Era um cheiro de infância, de recém chegado… Como se ele tivesse acabado de acordar e estivesse despertando lentamente.

Ou talvez não. Fosse cheiro de ressaca, de quem viu os casais apaixonados, ouviu conversas e flertou com a lua a noite toda. Deveria estar cansado. Mas sua energia é tão intensa que não descansa um só minuto. Ao contrário: suas marés estão quase sempre fortes e altas.

Para mim, para essa mãe, filha, esposa, irmã e amiga, o mar cheirava a saudade. De quando a praia era agitada por natalenses e todos iam curtir, à noite, a música das melhores bandas de Natal defronte o mar, nas calçadas do Mormaço.

Mas o tempo passou e a só o velho azul resiste a todas as tempestades em Ponta Negra.

Algumas novidades!

Hoje é Dia do Professor. E como sempre foi tradição em nossa família, homenageamos os nossos professores com pequenas lembranças.

Chegou a vez de Duda. Fui entregar os presentes com ela as professoras. Mas estava tão doente e cansada que esqueci até de dar os parabéns. Sem pró. Dou depois.

Acho que Verônica, a professora, não pode ir ao colégio. Só deu uma passada lá. Bem, de acordo com Duda. De acordo com ela quem deu aula foi Tia Léia e Tia Rosy.

Cheguei na escola e Duda estava calada. Ela nunca estÁ. Sempre fala muito e sai sorrindo, dando tchau aos amigos. Perguntei e nada. Ela fez cara feia e deixou de lado.

Ao chegar em casa perguntamos, como que sem querer, o que havia acontecido. Disse também que não ia brigar, que só era ela contar.

E começou…

De acordo com ela, Gabriel foi tentar tirar o brinquedo que ela, Raquel e Gabi estavam brincando. “Brinquedo de menina, mamãe”.

Então, elas três juntas puzaram ele pela camisa. Como quem diz “Mamãe nos juntamos para dar uma lição nele”. Por mais errado que seja achei engraçado. Mas disse que ela deveria ter dito a professora ao invéz de resolverem elas três.

Primeira movimentação de Duda na escola. Por isso ela estava calada…

Jornalista ou comediante?

Fui há uma entrevista de emprego há um mês, mais ou menos.Entrevista, em primeira fase. Foram 4 dias de testes e atrasos que não poderiam ter mudado minha vida. Rs.

O fato é que fui bem na entrevista, fui bem com o relacionamento com os colegas, dinâmica, comunicativa e… todas essas outras peculiaridades que as empresas pedem.

No entanto, a vaga pedia que um dos atributos fosse atualizar uma intranet. Certo, todos sabemos como funcina a intranet. Teria que alimentar o sítio.

Redigi um primeiro texto com todas as informações que eu cogitava necessárias. As demandas chegavam, eu ajudava a remediar e encontrar soluções. Para um blog existem diferenças de escrever para um site de uma instituição. Não posso escrever três laudas. Quem leria? Mas vamos em frente.

Terminado o texto teria que escrever uma história engraçada sobre algo que houvesse acontecido na vida de algum servidor. Pois bem… Escrito, entregue, fui embora pensando ter sido achada o máximo dos máximos.

No outro dia, a noite me aguardava para uma NOVA entrevista. Sabe uma acareação? Terceira entrevista e espécie de acareação. Aí foram surgindo os detalhes. Você escreveu um texto bacana mas rápido. Como?Alguém sabe o que é dead line? Porque eu tinha um naquele dia e não paravam de chegar novidades. “A outra candidata não se preocupou com o tempo e demorou o dobro de seu tempo”.

Eu aprendi que a gente deve escrever o Lead, informações importantes adcionais e complementares. Enxugar o máximo sem perder a linha. Resumir um edital em linhas?Eles queria que eu transcrevesse em tom jornalístico.

Até aí tudo bem. Mas a faca entrou quando ela disse que o texto da outra candidata sobre uma história de um servidor teria ficado “engraçado”. Além de todas as novidades que pedem para que façamos para conseguir um emprego, agora jornalista tem que virar comediante? Fiquei séria porque aquilo era insustentável. Poderia ter escrito política com tom policial. Ou cultura com ares de cidade. Mas eu nunca, sequer pensei em escrever piada. E parece que era o que eles queriam.

Sai dali com a expectativa de que não me chamasse no outro dia para uma outra NOVA dinâmica. Errado. Tive que ir. Só para não pesar na consciência.

Eu sei fazer meu trabalho. Sei como ele deve ser bem feito e como as coisas devem funcionar para que ele tenha sua visibilidade alcançada. Sempre fiz isso. Sempre fui elogiada.

Mas, sinceramente, humorista nunca foi a minha profissão desejada. Nem em medidas de profissão agregada!

Uma coisa!

No ápice dos meus 24 e vividos anos de idade, ouvi este final de semana uma frase que vem me tirando o sono. E parte desse sono perdido porque parece que uma hora na vida é que dá um estalo e a gente percebe porque as coisas acontecem.

A gente vive, às vezes, as lembranças dos últimos anos. E dos primeiros, aqueles em que a vida parecia uma gangorra, lembramos apenas do que foi bom, do que ficou doce na memória. As dificuldades, as brigas pequenas, os erros que não fizeram diferença parecem simplesmente evaporar no meio de nossas tantas preocupações pungentes.

O fato é que, no último domingo, numa dessas discussões Concursos x Pagamentos x Estudo, mamãe deixou escapar uma frase que ela nunca havia dito. Algo que a gente sabe mas que fica esquecido no meio de todos os pensamentos bons da infância.

Ela sempre fala em “Estude para ter um bom emprego”, “Agora é mais fácil do que quando você estiver velha”… Todas essas afirmações corretas de mãe. Mas a única de todos esses dias em Caicó, a que me martela a cabela até  o presente momento e que deverá acompanhar minha agonia por muito tempo foi “Quando vocês eram pequenas, eram três. O dinheiro do seu pai era só para pagar colégio, Unimed e contas de casa. Poucas vezes saímos para comer fora quando vocês eram crianças. Porque eram muitas despesas e não podíamos deixar faltar nada em casa”

E ainda complementou…

“Seu pai fala que seria muito triste não ver todas três com seus bons empregos, um dia. Seria como ter feito esforço por nada”

Isso bateu profundamente lá no fundo do meu peito.

Tempo desses uma moça morreu em Caicó e mamãe disse que ela nunca tinha dado desgosto a mãe. Passei a vida tentando fazer o mesmo com ela. Errei em alguns instantes. Acertei em outros. Ela disse que nunca ficou com desgosto. Mas nunca pensei em papai. Pensava que, para ele, se não conseguíssemos ser alguém na vida nao lhe restaria tristeza. Seria como um castigo divino por não termos estudado ou ido atrás.

Mas agora o avesso do avesso bate sobre mim. Tenho que ser alguém na vida porque preciso dar um orgulho a eles dois. Antes mesmo de mim. Sabe quando você sente necessidade de fazer algo por alguém? Ter um emprego que valorizasse o que bem faço e ganhar razoavelmente bem seria a felicidade da vida deles. Seria meio que um “ponto final” em uma estrada de curvas, retas e atropelos. E destino, por fim, alcançado.

E isso vem martelando na minha cabeça mais que eu deseje.

Meus pais sempre fizeram de tudo para que eu tivesse o melhor. Em todos os aspectos. E são essas coisas boas que permanecem na lembrança porque poucas vezes vi eles agoniados por causa de dinheiro. Era tudo tão contado e certo que não tinha como ter agonia?! E, como numa restrospectiva, volto no tempo e percebo as sutilezas que deixei passar.

Mas o martelo continua aqui. Traz perspectivas novas e um novo gás para luta. E se me perguntassem se a luz está no fim do túnel eu diria que sim. Por que, se os mineiros a encontraram, como eu não haverei de achar?

Em tempos que eu não quis…

Existem momentos em que  a gente só quer colo. Colo de amigo, de parente, de irmão… de mãe. Espero a hora em que Duda deseje este colo. Espero não estar ocupada, sem paciência, nem tampouco zombar dela. O mínimo que possa ser.

Espero falar com ela como quem entende seu problema. Dizer os prós e contras mas de maneira a não piorar seus sentimentos e fazê-la chorar mais. Espero que a minha paciência e o pouco de vida pela qual passei possam me mostrar a forma certa como lidar com as adversidades.

E te dar um beijo. E saber falar sempre direito mesmo quando a solução não parecer muito boa para ela. Nada de jogar na cara que ela sempre quer tudo e que não faz isso ou aquilo. E estar sempre perto. E querer que ela sempre queira estar perto de mim. Por que nossos cordões umbilicais permanecerão unidos com o raiar de novos dias. Mesmo que você não me queira por perto ou se enraiveça por alguma coisa.

E o colo da sua mãe sempre estará aqui. Como em propaganda de empresa de massa. Sempre te darei carinho e terei o ombro para te deixar chorar. Até no auge dos seus 25, 30 e tantos anos para frente.

Este é o meu desejo. Minha vontade de ser a mãe que você sempre sonhou ter.

Tudo porque hoje eu só queria um colo para dizer que tudo vai mudar. Ou para dizer que eu preciso mudar, mas sem hostilidade. O meu amor ainda vive aqui guardado no peito como seu eu fosse também criança. E eu só queria ouvir um “não” sem tanta entonação negativa.

Mas não te culpo.

Desculpe!

Eu só queria mesmo um colo.

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