Fui há uma entrevista de emprego há um mês, mais ou menos.Entrevista, em primeira fase. Foram 4 dias de testes e atrasos que não poderiam ter mudado minha vida. Rs.
O fato é que fui bem na entrevista, fui bem com o relacionamento com os colegas, dinâmica, comunicativa e… todas essas outras peculiaridades que as empresas pedem.
No entanto, a vaga pedia que um dos atributos fosse atualizar uma intranet. Certo, todos sabemos como funcina a intranet. Teria que alimentar o sítio.
Redigi um primeiro texto com todas as informações que eu cogitava necessárias. As demandas chegavam, eu ajudava a remediar e encontrar soluções. Para um blog existem diferenças de escrever para um site de uma instituição. Não posso escrever três laudas. Quem leria? Mas vamos em frente.
Terminado o texto teria que escrever uma história engraçada sobre algo que houvesse acontecido na vida de algum servidor. Pois bem… Escrito, entregue, fui embora pensando ter sido achada o máximo dos máximos.
No outro dia, a noite me aguardava para uma NOVA entrevista. Sabe uma acareação? Terceira entrevista e espécie de acareação. Aí foram surgindo os detalhes. Você escreveu um texto bacana mas rápido. Como?Alguém sabe o que é dead line? Porque eu tinha um naquele dia e não paravam de chegar novidades. “A outra candidata não se preocupou com o tempo e demorou o dobro de seu tempo”.
Eu aprendi que a gente deve escrever o Lead, informações importantes adcionais e complementares. Enxugar o máximo sem perder a linha. Resumir um edital em linhas?Eles queria que eu transcrevesse em tom jornalístico.
Até aí tudo bem. Mas a faca entrou quando ela disse que o texto da outra candidata sobre uma história de um servidor teria ficado “engraçado”. Além de todas as novidades que pedem para que façamos para conseguir um emprego, agora jornalista tem que virar comediante? Fiquei séria porque aquilo era insustentável. Poderia ter escrito política com tom policial. Ou cultura com ares de cidade. Mas eu nunca, sequer pensei em escrever piada. E parece que era o que eles queriam.
Sai dali com a expectativa de que não me chamasse no outro dia para uma outra NOVA dinâmica. Errado. Tive que ir. Só para não pesar na consciência.
Eu sei fazer meu trabalho. Sei como ele deve ser bem feito e como as coisas devem funcionar para que ele tenha sua visibilidade alcançada. Sempre fiz isso. Sempre fui elogiada.
Mas, sinceramente, humorista nunca foi a minha profissão desejada. Nem em medidas de profissão agregada!
Não desista vc vai consegui, é porque esse não era para ser seu