O mar de Ponta Negra exalava um cheiro de vida esta manhã. Digo esta manhã porque poucas vezes chego perto dele antes das 7 horas. Era um cheiro de infância, de recém chegado… Como se ele tivesse acabado de acordar e estivesse despertando lentamente.
Ou talvez não. Fosse cheiro de ressaca, de quem viu os casais apaixonados, ouviu conversas e flertou com a lua a noite toda. Deveria estar cansado. Mas sua energia é tão intensa que não descansa um só minuto. Ao contrário: suas marés estão quase sempre fortes e altas.
Para mim, para essa mãe, filha, esposa, irmã e amiga, o mar cheirava a saudade. De quando a praia era agitada por natalenses e todos iam curtir, à noite, a música das melhores bandas de Natal defronte o mar, nas calçadas do Mormaço.
Mas o tempo passou e a só o velho azul resiste a todas as tempestades em Ponta Negra.
lindo adorei