Impressionante a velocidade como o tempo passa e todos os movimentos da natureza e tudo aquilo que a gente pensa que não cresce, que não amadurece, torna-se maior.
O tempo passa e as sementes plantadas, ora pequenos grãos, germinam e se tornam brotos, caules, galhos, folhas e frutos. Lindas e frondosas, crescem e viram árvores majestosas para nossa admiração e deleite. Mas às vezes, o processo de crescimento é lento e demorado.
Vai aos poucos… As mudanças acontecem devagar e, quando a gente percebe, já estão grandes e perfeitamente cientes de nossa realidade. Falo de árvores mas elas parecem conosco. Ou pelo menos comigo. Fiquei vendo Duda hoje como uma mãe zelosa e que ama sua filhote.
Fiquei olhando como quem não vê alguém há algum tempo e percebe as mudanças que aconteceram. Seus cachos estão maiores, seu corpinho menos rechonchudo. Suas bochechas ainda estão fofinhas, mas começam a ficar menores. Lembro do seu primeiro dia de aula… Ela era tão pequena e tão incerta do que ia encontrar.
Tempos depois ela já estava entrosada, como quem tem amigos há muitos anos. Suas roupas estão ficando pequenas… Ela faz perguntas que nem sempre sei responder. Mas me acorda cada dia com o melhor beijo do mundo e um “eu te amo” de encher os olhos de lágrimas. De alegria. Anda mais carinhosa, falando que sou sua “apaixonante” e que não quer ficar longe de mim.
E com a idade ela também adquiriu um pouco de desobediência e gostos. Anda adorando passas. Anda perguntando porque não fiz feijão e, quando faço, ela não come. Quer virar adepta do frango frito e batata mas já disse que aqui não tem essa onda porque fritura demais engorda e dá diabetes.Rs
Fiquei olhando ela hoje e vi como cresceu. Como era uma sementinha e já consegue ficar em pé sozinha, correr, pular – menos como o saci pererê – escrever, contar e ordenar as coisas. Como entende de computador, de maquinas fotográficas, de bichos e de várias coisas que a gente demorou aprender.
Dia desses me disseram “ você mãe hein? Nunca pensei”. Na verdade, não levavam em consideração que eu pudesse conciliar. Mas consegui. Levo, às vezes sem muita maleabilidade, mas procuro sempre fazer o melhor.
Ela foi meu melhor presente de vida. Meu pequeno bibelô que cuido como se fosse uma boneca de porcelana. Por quem zelo e por quem meu coração sempre, sempre bate muito forte.

Tia ama muito essa gostosa
Valeria
vendo voce escrever me recordo de tantas coisas, momentos: do dia em que soube de sua gravidez, do inicio da mesma, do nascimento de Duda, do seu batizado, do seu primeiro aniversario. E me entristeço por nao ter sido presente em varios outros momentos. Distancia essa provocada pelos varios caminhos da vida que nos distanciou e hoje ela nem sabe que é a tia kaka. Mas a tia torta adora bastante. continue a escrever.