O viço da juventude tem um ar tão pueril que nem o mais habilidoso pintor poderia retratar. Expressa a alma do jovem seus lábios rosados, suas peles lisas – com ou em espinhas – suas áureas cheias de vigor e com vontade de conhecer todo o mundo.
Passo os dias admirando a beleza da juventude que percebo o tempo estar levando de mim. Em troca, ele me devolve alguns inícios de rugas e expressões faciais que já não denotam fragilidade ou singeleza mas a apresenta traços fortes de quem já absorveu dos dias a incrível a maturidade.
E não me fale de Renew, Chronos e afins… Os milagres da indústria cosmética – a qual já sou adepta – retardam a aparência daquilo que os outros vêem mas não o que seus olhos enxergam.
No patamar dos meus 25 anos, com o vigor de quem ainda ama correr, nadar e descobrir o mundo, percebo traços, trejeitos e manias que mudaram parte do que via no passado. Lá no fundo ainda vive aquela menina que sonhava em ser jornalista, escrever para o mundo suas crônicas e poesias. Vive sim em meio a sentimentos de alegria, tristeza, angústia que pioram quando os anos passam. E a gente nunca acredita quando se é adolescente.
Mas não falo tudo isso como quem simplesmente esteja lamentado o fato da idade avançar. Confesso meu medo de chegar aos trinta. Bem como meu medo de viajar de avião. Mas são temores superáveis. Ao menos o da idade.
Apenas admiro essa beleza. Um beleza jovem, descuidada às vezes mas linda em sua simplicidade. Uma beleza que a gente só percebe a importância quando vários revéillons passaram.